8.11.09

come up to meet you

transtorna e me amamenta.
uma fada, mulher linda, comportada.
mulher de asas que bateram forte pra longe de mim.
olhos largos, grandes e coloridos que me gritavam segredos.
eu gostaria de poder te levar pra casa, pisciana.
não é paixão, não to ilustrando nada.
não pintei seu nome na pele, pra me arrepender depois.
eu te vi, te decorei, te li, te saboreei, te fiquei.
és minha única certeza nos dias e nas noites.
nos segundos que eu me pego comigo mesma, nos que me pego ao meio de todos, nos que não me pego, e me fujo. eu vou pra ti.

não quero que sejas mais uma promessa encostada.
quero de ti lembrar, continuar a lembrar.
sua dor é minha. e eu não vou abrir mão de nenhum dos pedaços que eu rapidamente, recolhi do chão aquela noite.
e quando a saudade vem, fecho meus olhos, sinto cada um dos pedaços se colando de novo pra eu, como pássaro livre que sou, voar pra perto de ti.

decidi, te lembrar quantas vezes eu tenha vontade. sem nada a perder.
mulher da maldade, que só me fez bem.
você é a saudade que eu gosto de ter, só assim, sinto você bem perto de mim.

outra vez.

Um comentário:

_viiih disse...

seus textos sempre intensos e enigmáticos. foi-se a época que eu os entendia, eu acho!
mas algumas palavras deste se tornam também as minhas!
ótimo!