27.4.09

one more time

poderia estar tudo bem mais certo.
só que eu sempre prefiro ter 18 anos.

26.4.09

e não era.

23:44 termina

eu não sei como você pode demorar tanto assim pra chegar.
você ainda não percebeu que pode me perder nos vinte e três minutos restantes?
são 23:40.
e era 23:02 quando você ligou quase no choro me dizendo que vinha.
e logo eu, que nem sempre sou tão boa assim, deixei.
eu quero ir dormir mas se você não chega, eu não consigo.
não é necessidade, isso eu nunca vou assumir.
é só comodidade.
e essa palavra não existe.
da pra ouvir daqui o relógio cantando os segundos a mais.
e meu portão nada de cantar a sua voz atravessando e me chamando logo.
será que eu te deixei ser tão esperto assim, a ponto de saber que me fazer esperar faz bem?
será que eu vou ter que terminar os cigarros poucos que ainda ficaram desde as 22?
eu não sei mais fazer isso, e nem quero saber.
é difícil de mais, e eu sempre vou querer impressionar.
minha cabeça, tá estourando.
e tem coisa pra caralho solta na porra do meu ar.

eu ouvi um barulho.
será que é você? 

meet me in the bathroom

mais.
mais.
que é pra ver até onde o corpo aguenta.

share the truth

se eu fosse mais livre das coisas
ah... se eu pudesse escolher quais coisas eu gostaria de ser livre.
eu ia querer o medo fora daqui.
jogar pássaros livres no meio de uma avenida movimentada.
eu ia querer a tristeza fora daqui.
jogar tudo de ruim, pra baixo de um tapete alheio.
depois eu ia querer o egoísmo mais longe.
que é pra poder conseguir pensar nos pássaros realmente, deixando meu medo e a tristeza de lado.
depois vinha o orgulho. esse sim, eu queria jogar fora.
mas como eu ainda o tenho, não sei assumir o que eu faria sem ele.
depois eu me livraria da alegria, depois do stress, do cigarro, do cheiro do meu cabelo.
e rapidamente, como fraca e infantil que sou, me livraria de mim.

24.4.09

eu quero é mais

que me eduquem. que me alertem.
eu quero é mais que me beijem. me mimem.
se queixem.
de mim.
quero mais altura, pra pisar mais de leve.
mais bebida paga no bar.
eu quero é mais post pra mim.
e que girem todos ao meu redor.

eu quero é mais que me odeiem mesmo.
que me dêem drogas.
que me tirem o juízo.
quero mais mimo.

gosto de ver o modo suave como as pessoas passam a mão na minha cabeça.
quero scraps.
eu gosto de ver tudo girando ao meu redor.
tu-do giran-do
ao meu re-dor!

as vezes não da pra esconder o quanto eu sou ego.ista.

20.4.09

-eu vou pra minha casa.

pronto. lá vem ele cheio de palavras incertas.
apoia a mão no queixo, e segura o queixo com a mão. levanta o queixo empina o queixo, se queixa.
olha pra tv e não enxerga nada. dessa vez ele parecia tão mais sério.
dessa vez, quando ele disse que ia embora eu acreditei. mas como sempre, ele não abre a porta, ele não vai de verdade, o máximo que ele faz, é colocar o tênis e ficar mais um pouco esperando que eu consiga consertar o erro pra ele ficar mais um bastante.
eu sei que ele quer ficar, ele sempre quis.

-e isso vai durar até você pedir desculpas.
-então vamos tirar par ou ímpar pra ver quem pede primeiro.
-primeiro que eu não taquei nada em você. eu joguei.
-ah entendi, defina tacar então.

ele fica sentado com aquela pose de homem maduro, e eu quase desmonto quando ele me olha de canto. mas eu juro que eu não vou assumir isso tão cedo.
ele deita, acende um cigarro com tanta praticidade e vicio, abrindo os braços pra eu deitar no peito dele e depois ele gritar pro mundo que eu sou viciada em dormir no peito dele, não ele que me chama.
a maior graça é quando ele me irrita e da uma dancadinha no meio da cozinha.
eu detesto quando ele dança ou fica com um meio sorriso na cara quando eu to alimentando meu lado feminino gritando e gritando.
teremos mais pratos na nossa casa sem tapetes levando em conta esse jeito dele de deixar as brigas pra nunca.

-mas não tem que deixar um travesseiro pra Camila?
-não precisa, a Camila dorme no peito, parece criança.

ainda bem que ele sabe, sua metade sou eu Wesley Allen.